Pessoal

Aqueles dias…

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Quem nunca acordou, olhou pela janela e não abriu aquele sorrisão ao constatar que estava um dia frio e chuvoso lá fora? É lógico que existem pessoas que detestam frio e detestam chuva. Eu não. Eu amo. Acho que é por isso que viveria bem em Londres, lá só chove e faz frio. E as pessoas bebem chá. Eu amo chá. Tem gente que não ama, mas fazer o quê? Não se pode agradar a todos.

Eu vivo repetindo isso para mim mesma: não se pode agradar a todos. Acredito e acho que mais gente acredita também que a maior cobrança sempre vem de nós mesmos. E embora eu acredite nisso, ainda preciso me lembrar sempre que não preciso viver conforme as expectativas dos outros. Afinal, a vida é minha, não é? Claro que vez ou outra, haverá aquela pessoa que nós fará questionar se a vida é mesmo nossa. Pode ser o pai, a mãe, uma amiga, um irmão, uma namorada ou um completo estranho na rua.

Aí a sensação que fica é a de que o dia está frio e chuvoso, mas não lá fora e sim dentro da gente. Perdemos a vontade de levantar da cama, perdemos a vontade de fazer qualquer coisa. Isso pode durar um dia, pode durar um mês, pode nunca passar. Com cada pessoa é diferente. E a julgar pelo tempo que fiquei sem vir aqui, foram muitos meus dias frios e chuvosos interiores.

Então o que se pode fazer para trazer de volta o calor e o sol? Acho que a primeira coisa a se fazer é aceitar que nem todos os dias da nossa vida serão maravilhosos. Nós nem sempre estaremos sorrindo e saltitando de felicidade. De vez em quando vamos chorar, vamos querer desistir. É assim que as pessoas são, imperfeitas e é isso que nos faz  seres humanos. E por sermos humanos sujeitos à essas emoções, encontrar alguém para conversar é sempre uma excelente ideia. Pode ser uma psicóloga, uma amiga, uma pessoa da família, mas tem que ser alguém de confiança.

Nós tendemos a guardar coisas dentro de nós que acabam nos machucando, quase como uma garrafinha de água que se abre dentro da nossa mochila e molha tudo. Às vezes, precisamos nos abrir (que nem abrimos a mochila) e tirar o que está estragado de dentro da gente (como tudo que a água molhou na nossa mochila). E para fechar a conta e passar a régua, podemos sempre nos lembrar que, para caminhar, se dá um passo da cada vez. Não é preciso acelerar para avançar. Cada pessoa nesse mundão tem seu tempo.

Comece devagar a fazer pequenas mudanças na sua vida. Não quer levantar da cama? Você pode assistir um filme na Netflix sem problema. Mas caso você levante, dobrar o cobertor e arrumar a cama já é um excelente primeiro passo. No final do dia, o que conta não é o quão rápido você andou, e sim quão longe você chegou, apesar de tudo. E antes que eu mesma me esqueça, nunca se esqueça de que você aí é uma pessoa especial. Você vale a pena, não existe ninguém como você. Não desista. Nós caímos é para aprender a nos levantar.

Beijo grande,

Mariana.

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