Pessoal

Bleach: uma história de amor e ódio

Acredito que, no quesito cultura oriental, todo mundo já demonstrou pelo menos um pouco de curiosidade com relação à literatura, programas de TV e outras peculiaridades dos países do outro lado do mundo. Eu, pelo menos, fiz e faço isso desde pequena. O primeiro anime que vi na vida foi Cavaleiros do Zodíaco, na extinta TV Manchete. Como eu adorava aquele desenho, vocês não fazem ideia…

À medida que ia crescendo, fui desobrindo outros. Uns eu lembro o nome, outros não. Lembro de Dragon Ball, Dragon Ball Z e por aí vai, lembro de Inuyasha, lembro de Full Metal Alchemist e mais recente, lembro de Naruto. Acho que vi boa parte dos animes que fizeram mais sucesso aqui no Brasil e quando entrei na faculdade de Jornalismo em 2010, fui apresentada à Bleach.

a7a3c9814740bf562136f459132131401477317239_full

Lógico que, como a jovem adulta responsável que eu achava que era, fiquei me perguntando se deveria me render aos milhares de episódios e capítulos de mais uma história que provavelmente nunca iria acabar (sim One Piece, estou falando de você!). Mas como a adolescente não muito conformada com a vida de adulto, acabei cedendo e comecei a ler e ver.

Havia pontos positivos e negativos, como em qualquer mangá adaptado para a televisão. Mas analisando em termos de representatividade, Bleach se destacava pela presença de personagens diversos: mulheres altas e baixas, morenas, negras, homens, crianças, idosos, pessoas com habilidades e deficiências e pessoas comuns. Nesse ponto, era só amor. Eu adorava a interação entre os personagens humanos e os shinigamis (no japonês, são os deuses da morte, ceifadores de espíritos) e todas subtramas oriundas dessa interação.

Mas enquanto o mangá seguia num ritmo, o anime ia em outra direção e foi aí que a coisa desandou. Sim. Eu desanimei de Bleach e guardei meus mangás na estante para não mexer tão cedo. Até que em 2012 foi anunciado que o anime iria acabar e que o final seria independente do mangá, cujo final ainda estava meio longe. Pensei, agora eu animo de ver, são só 300 e poucos episódios. Porém, eu nem lembrava mais qual fora o último que eu assistira.

bleach-brave-souls-489061

E eis que, ano passado, o mangá finalmente chegou ao fim e vi muita gente comentando que o final tinha sido satisfatório e tal. Aí a adolescente que ainda reside em mim se animou como nunca antes. Será se algum dos meus personagens favoritos tinha morrido? Era provável. Será se meu casal favorito tinha ficado junto? Improvável, mas ok. Lá fui eu ler. Isso foi mais precisamente no sábado.

Sentei na poltrona com meu tablet e fui ler capítulo atrás de capítulo. No domingo de noite, tinha lido os 686 capítulos. Tinha rido e tinha chorado, tinha ficado feliz e tinha ficado com raiva. Acho que essa é a grande sacada das histórias como Bleach: fazer a gente sentir todo o espectro de emoções humanas ao mesmo tempo. Agora, pensando friamente, entendo a razão de ter gostado de Bleach, mesmo tendo deixado a história de lado. Eu não estava preparada para seguir o mesmo caminho dos personagens lá em 2010. E em 2017, finalmente senti que era a hora.

Se eu pudesse resumir minha experiência com Bleach, diria que é mesmo uma história de amor e ódio. Só que não da minha parte. Vou guardar esse raio de mangá gigante e esse anime enorme sempre no coração. Arigatou Kubo Tite, por ter escrito, desenhado e por ter me dado a oportunidade de acompanhar Ichigo, Rukia, Inoue, Chado, Ishida e todo mundo mais. E Arigatou pessoal de Karakura, da Seireitei e do Hueco Mundo, foi um prazer!

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s