Livro

Mulheres na Literatura #6 – Simone de Beauvoir

Na nossa última postagem da série Mulheres na Literatura, conhecemos um pouco mais sobre a ucraniana de nascimento e brasileira de corpo e alma Clarice Lispector. Hoje prestamos homenagem a uma das autoras mais importantes para o feminismo: a francesa Simone de Beauvoir.

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Nascida em Paris, Simone Lucie-Ernestine-Marie Bertrand de Beauvoir era a primogênita de duas irmãs, filha de um casal descendente de famílias tradicionais da França. Mais conhecida como Simone de Beauvoir, foi uma escritora, intelectual, filósofa existencialista, ativista política, feminista e teórica social . Embora não se considerasse uma filósofa, De Beauvoir teve uma influência significativa tanto no existencialismo feminista quanto na teoria feminista.

 simonedebeauvoirProlífica, Simone escreveu romances, ensaios, biografias, autobiografia e monografias sobre filosofia, política e questões sociais. Ela é conhecida por seu tratado O Segundo Sexo,  publicado em 1949 e que faz uma análise detalhada da opressão sofrida pelas mulheres. O tratado se tornou fundamental para o fortalecimento de movimentos de cunho feminista à época e se mantém atual ainda nos dias de hoje, servindo de base ao feminismo contemporâneo. No capítulo “Mulher: Mito e Realidade”, de O Segundo Sexo, Simone argumenta que os homens tinham tornado as mulheres o “Outro” da sociedade através da aplicação de uma falsa aura de “mistério” em torno delas e que essa era uma desculpa para não entender as mulheres ou os seus problemas, ao invés de apoiá-las. E ainda argumenta que os homens estereotipam as mulheres e por tal razão, a sociedade foi organizada em um patriarcado.

As ideias relativas ao gênero como uma construção social estavam entre os conceitos-chave do movimento feminista da década de 1970, diretamente relacionados ao que Simone de Beauvoir apresenta em O Segundo Sexo. Entretanto, apesar de suas contribuições para o feminismo, especialmente para o Movimento de Libertação das Mulheres, e por suas crenças na independência econômica feminina e na igualdade de educação entre os sexos, de Beauvoir era relutante em considerar-se uma feminista. Felizmente, isso mudou depois da autora observar o ressurgimento do movimento feminista na década de 1960 e no início dos anos 1970, o que fez Simone afirmar que não acreditava mais que uma revolução socialista fosse suficiente para trazer a libertação das mulheres. Ela declarou-se publicamente uma feminista em 1972, em uma entrevista ao Nouvel Observateur.

As obras de Simone de Beauvoir podem ser adquiridas na Amazon BR, na Livraria Cultura e em outros sites.


Espero que tenham gostado, pessoal! E estou mais do que aberta para sugestões de autoras bacanas que mereçam um post só para si, ok? É só comentar aqui em baixo!

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