Pessoal

12 perguntas para uma autora

Já faz um tempo que uma amiga não autora, a querida Ana Lessa, teve a ideia de fazer um blog próprio onde ela postaria de tudo um pouco. Infelizmente, essa ideia nunca se concretizou. Só que alguns dos posts que ela chegou a programar e escrever ainda existem. E um deles era o 12 perguntas para uma/um autora/autor. Com a permissão dela, eu vou postar aqui a minhas respostas, quem sabe no futuro esse post possa se espalhar, não é?

writer

1 – Desde quando você escreve?

Sempre tive ideias de mais na cabeça e sempre gostei de inventar histórias, mas escreve-las de fato só começou a acontecer quando ganhei meu primeiro computador lá por volta de 2003. De lá pra cá, não parei mais.

2 – No que começar a escrever afetou a vida?

Eu passei a perceber o mundo de uma forma mais crítica, passei a ver a literatura como um instrumento de transformação social e cultural. E passei a ver o quão importantes são as histórias que criamos, especialmente no que diz respeito à liberdade de escrita, à liberdade de escolha temática e claro, percebi que temos o poder de influenciar e ajudar os leitores a construir as próprias histórias.

3 – O que você mais gosta nas próprias histórias?

O que mais me agrada nas minhas próprias histórias são as possibilidades criativas que vão surgindo à medida que eu escrevo. Acredito que outras autores e autores também vejam assim: você tem uma ideia e começa a desenvolve-la, mas sua imaginação está sempre mudando, sempre inventando mais e no fim, mesmo que você planeje, sempre vai ter algo inesperado na história.

4 – Qual o seu ritual para escrever?

Eu não tenho um ritual específico pra escrever. Apenas coloco uma música e vou digitando. Pode ser em casa, nos intervalos da faculdade, quando dá pra relaxar e mergulhar nas ideias…

5 – Como surgem as suas ideias para escrever?

Surgem de várias formas. Lendo outros livros, vendo filmes, ouvindo músicas, navegando na internet, conversando com amigos. Para um autor, tudo é uma fonte de ideias.

6 – Qual(s) seu personagem(s) favorito(s) do seu(s) livro(s)? Porque?

Tenho um amor especial pelas mulheres nas minhas histórias pois elas me representam enquanto mulher, me representam enquanto criaturas determinadas e humanas. Mesmo vivendo em mundos dominados pela presença masculina, elas são as protagonistas. Elas conquistam seu espaço. Só para citar, temos as filhas de Barty e Bellena, de Coração da Terra: Contos de Ertha; Mnemira, do conto Sob a sombra do Olimpo, a Capitã Magellan Abarai, de Espectro, Hanabi Garcia, de Martin: o Dragonete e Hilde Adair de A Luva Vazia.

7 – O que você acha essencial para quem quer começar a escrever?

Ler bastante. Pode ser qualquer tipo de leitura: ficção e não-ficção. Pode ser qualquer livro: impresso ou ebook. Pode ser uma revista, um jornal, uma história em quadrinhos. A leitura é importante não só como estímulo para a imaginação mas também como fonte de escrita.

8 – Como leitor(a) o que você sempre procura quando começa a ler uma nova história?

Nos últimos tempos tenho procurado histórias que fujam de clichês, histórias escritas por mulheres, histórias nacionais e também tramas que tenham diversidade de personagens e enredos diferenciados, que abordem culturas antes tidas como marginais e desprestigiadas.

9 – Quais seus livros e escritores favoritos?

Sempre fui muito fã do Sir Arthur Conan Doyle e das histórias do Sherlock Holmes. Também sou fã incondicional da tia J.K Rowling e de Harry Potter, assim como de J.R.R Tolkien e todas as suas obras. No coração ainda tem espaço para Neil Gaiman, Ursula K. LeGuin, Christopher Isherwood, Chimamanda Ngozi Adichie.

10 – Como escritor(a), qual a importância que você acha que os livros tem para a cultura?

Uma explicação possível para importância dos livros para a cultura talvez sejam as possibilidades que eles oferece, no sentido de narrativas que incitam a imaginação do leitor, personagens fascinantes e críticas que nem sempre outros gêneros textuais conseguem fazer sem se descaracterizar. Os livros te permitem conhecer mundos mágicos, o futuro, o passado, te permitem pensar em acontecimentos que não se encaixam no nosso cotidiano.

11 – Fale um pouco sobre o(s) seu(s) livro(s).

Minhas obras são todas de ficção especulativa. Coração da Terra: Contos de Ertha é uma história de fantasia nos moldes medievais, com batalhas, criaturas sobrenaturais, magia e romance. A Luva Vazia é uma história de Sherlock Holmes, com algumas mudanças digamos, bem substanciais. Os contos Martin: o Dragonete (que está sendo expandido e modificado) e Espectro são ficção científica e tem robôs gigantes, robôs normais, alienígenas cefalópodes, naves espaciais e buracos de minhoca. E Sob a sombra do Olimpo se encaixaria em fantasia histórica pois lido com a mitologia grega, com os titãs e com a Segunda Guerra Mundial.

12 – O que, ou quem te influenciou a escrever?

Minha maior influência quando comecei a escrever foi minha falecida madrinha, tia Rose. Sempre que podia, ela me dava livros e mais livros e incentivava que eu criasse minhas próprias histórias. Foi ela quem me deu os primeiros livros de Harry Potter e O Senhor dos Anéis, ela me deu As Crônicas de Nárnia e meu primeiro sabre de luz. Sem ela, eu talvez nunca teria começado a escrever.

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