Livro · Pessoal

Meus 5 livros preferidos de não-ficção

Que eu amo literatura, isso não é segredo para ninguém. Mas agora que eu leio livros de não-ficção? Quem diria, hein? Depois de ver a postagem que a Lady Sybylla fez no Momentum Saga, eu decidir listar também os meus 5 livros preferidos de não-ficção! Não foi um trabalho fácil não, viu? Mas confira aí abaixo, a lista está bacana!

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1. A Viagem de Merlin Pelo Universo, de Neil de Grasse Tyson.

Esse livro é, na verdade, uma reunião de perguntas sobre astronomia formuladas pelo público da revista Star Date – a revista de astronomia para leitores leigos publicada pelo Observatório McDonald, da Universidade do Texas (Austin). Quem as responde é Merlin, um visitante da galáxia de Andrômeda, que é tão velho quanto a Terra e tem sido o observador das maiores conquistas científicas registradas na história humana. A linguagem acessível e dinâmica é o ponto alto da obra. Neil, sempre tão pontual em suas colocações, conseguiu explanar um pouco mais do universo de uma forma acessível para leitores sem muito conhecimento científico, que buscam se aprofundar no assunto.
2. O Universo Numa Casca de Noz, de Stephen Hawking.
Sim, já deu para perceber que sou uma amante de ciências (e cientista frustrada, por sinal). E não escondo de ninguém que amo livros da área como esse clássico em que Stephen Hawking se vale de ilustrações, fotos e esquemas detalhados para mostrar grandes descobertas no campo da física teórica. Tudo isso, é claro, com sua conhecida clareza, elucidando temas complexos por meio de conceitos e ideias do dia a dia, como a inflação, as cartas de baralho e as linhas ferroviárias, e permeado com seu peculiar senso de humor. O livro traz muito da personalidade de Hawking, um dos maiores nomes da ciência atual e figura bem conhecida por suas ideias provocadoras e seu carisma.
3. Cultura Brasileira: Utopia e Massificação (1950 – 1980), de Marcos Napolitano.
Quando estava na faculdade de Jornalismo, eu cursei uma disciplina que se chamava Realidade Brasileira. Até hoje me lembro direitinho das aulas, que eu amava. E como parte da bibliografia, tivemos que ler esse livro. Nele, o autor pretende mostrar a historicidade da produção cultural, mas não a submissão desta à história. Traça um retrato da cultura brasileira, mapeando os vários caminhos pelos quais transitou a vida cultural no país entre 1950 e 1980, enfatizando as várias expressões artísticas que surgiram neste período. Os pontos interessantes que o livro aborda, entre outras coisas, são os processos da socialização e massificação da cultura, a arte como meio de representação das aspirações da sociedade, a cultura usada como elemento de apoio e de crítica à ditadura. Para quem deseja se aprofundar um pouco mais na história cultural do nosso país, eis aqui uma boa pedida.
4. A Prova é a Testemunha, de Ilana Casoy.
Ainda na faculdade, tive que redigir a temida monografia. E eu escolhi abordar a construção que a Revista Veja havia feito do caso da menina Isabella Nardoni. Não vou entrar nos pormenores do trabalho nem nas noites sem sono escrevendo essa joça, mas se não fosse esse livro, eu muito provavelmente não teria terminado a tal da monografia. Nele, a Ilana Casoy, que já escreveu sobre criminologia e serial killers em outros tantos livros maravilhosos, relata o que se passou dentro do Tribunal durante o julgamento do Caso Isabella Nardoni. Na obra, é apresentado o embate entre Defesa e Acusação de uma forma tão fluída e clara que nós quase temos a sensação de estar assistindo a um episódio de Criminal Minds ou CSI.
5. The Maligned King, de Annette Carson.
Em 2012, Annette Carson fez parte da equipe que descobriu restos mortais do rei Ricardo III, cuja veracidade da identidade foi confirmada posteriormente em 2013, com uma análise de DNA. Em virtude dos novos dados que surgiram, o livro publicado originalmente em 2009, foi atualizado com detalhes da descoberta, novas ilustrações, e uma letra maior para facilitar a leitura. A premissa de Carson é que durante séculos a visão das pessoas sobre Ricardo III foi dominada pelas criações fictícias de Thomas More e Shakespeare e no livro ela procura restabelecer o equilíbrio através da análise dos acontecimentos do reinado de Ricardo como eles realmente aconteceram, com base em relatórios nas fontes originais.

E vocês, pessoal? Quais são os seus 5 livros preferidos de não-ficção? Comentem aí em baixo! Até a próxima!

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